segunda-feira, 14 de maio de 2007

«Spider Man III»

Diz quem leu avidamente a banda desenhada na sua infância, que o filme continua a ser fidelíssimo aos quadradinhos originais. Como não foi o caso, tenho de me limitar à minha opinião de leiga no que toca a homens enfiados em fatos de licra, coloridos e justinhos, que disparam fios de teia dos dedos e trepam aranha-céus de Nova Iorque. O que, afinal, não constitui grande novidade, já que se repete ao longo de todas as 3 sagas que já percorreram a tela do cinema.
Salvo no que toca à metrossexualidade do protagonista. É que, a páginas tantas, o nosso herói é atacado por esta geleia peganhenta e viscosa, de cor negra, que faz dele um heartbreaker, insensível a ponto de mandar uma lamparina na namorada, fashion victim até às últimas ao carregar sacos de compras - qual Paris Hilton na 5th Avenue - parolo «nas horas». Não sei se esta faceta é só novidade para mim, ou para um leque mais vasto de gente, no geral, mas lá que tirou uma lasca à imagem de «durão» que eu tinha do aranhiço humano... mas penso que faz parte dos males de crescermos, a humanização dos heróis...

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