E estão aí, as festas de Lisboa!
Com o mês de Junho começam aquelas noites maravilhosas, mornas, e nos pátios dos bairros mais castiços vá de preparar as brasas e abancar com as grelhas no meio da rua. Em torno de uma bica ou de um pelourinho se monta uma banca donde se tiram imperiais à pressão e sangria com uma concha duma grande vasilha. Um palco improvisado com meia dúzia de tábuas serve de rampa de lançamento aos acordes populares que animarão a noite.
No meu (novo) bairro, o largo da paz está enfeitado a preceito, com bandeirinhas coloridas a cruzar os céus. Assim que o sol se põe, começam a afluir ao pátio casais de namorados, famílias com os filhos pequenos, grupos de adolescentes e velhotas. As noites mais animadas são, claro, sextas, sábados e vésperas de feriado.
No fim-de-semana passado dei lá um salto. Gostei muito. Recheado q.b., as pessoas estavam bem animadas. Bastou por a tocar «o comboio», e logo uma fila se formou (e, inclusive, invadiu o palco, o que deixou o dj zangado). Um sexagenário já bem «regado», convidava tudo o que era rabo de saia para dançar, arriscando-se a levar um sopapo duma sua congénere, que só dançava com «o seu Manel», que tinha ido «à tasca», no momento.
Nas próximas seis semanas, um pouco por toda a cidade, «vamos a elas [festas], rapaziada»!;)
terça-feira, 5 de junho de 2007
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