O Tim e Eu
Tal como o Marley, o Tim é um golden retriver. Não é americano, nem foi escolhido ao acaso. Nunca morou nas montanhas, nem teve crianças para brincar. Foi antes cobiçado durante cerca de dez anos, escolhido como se se tratasse dum peluche de estimação, enfiado num saco de pano para brinquedos e retornado à precedência dois dias depois por vir com «tosse de canil» de casa.
Ensinado com tanta paciência quanto falta de jeito, o Tim só se sabe sentar (a seguir levanta a pata, mas é num puro acto reflexo) e pedir comida à mesa, com o queixo a babar para cima do colo da vítima-do-momento.
Tem uns enormes olhos que parecem contas pretas, e - apesar de já estarem ambos manchados com cataratas - conservam a ternura e a dedicação de quando era cachorro. É sempre o primeiro a dar-nos as boas-vindas quando chegamos a casa, com um brinquedo entalado na boca, que mal tentamos alcançar logo nos foge, num permanente desafio à brincadeira. Salvo deitarmos a cabeça no seu lombo, o Tim permite-nos fazer-lhe de tudo, desde enfiar-lhe a t-shirt do Figo e festejar o Sporting campeão, a pôr-lhe uma coroa na cabeça pelo seu aniversário, ser amarrado por elásticos coloridos nas orelhas ou atado um balão na ponta da cauda.
Daqui a exactamente um mês, o Tim fará 10 anos de cão. Cerca de 70 humanos. Se conseguir lá chegar. Neste momento, o Tim está bastante doente, ninguém percebe porquê nem o que tem, mas se o pior acontecer - e por muito que eu não queira pensar nisso - ele foi e será sempre, o melhor cão que eu poderia ter tido.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
1 comentário:
ivparakhec periodicity announcement discovered cottrell esllz import mehsana frustrating minimising nucleon
lolikneri havaqatsu
Enviar um comentário