Realizado a partir dum caso verídico que aterrorizou os Estados Unidos durante os anos 70, petrificou completamente todos os meus membros da cintura para baixo, uma vez que me obrigou a ficar sentada, na mesma posição, durante cerca de 3h.
As cenas bem ao ritmo da época a que se reportam, quase temos vontade de enfiar a mão na tela e dar uma ajudinha ao serial-killer, nas facadas que inflinge à vítima ou na série de tiros disparados, a ver se as vítimas morrem de vez e não agonizam em câmara-lenta. O detective encarregue de deslindar o caso, mexe-se mais devagar do que os Alentejanos-das-anedotas, e o cartoonista que lhe dá lugar no encabeçamento da investigação, é a esquizofrenia em pessoa. O filme acaba duma forma perfeitamente frustrante e desoladora, para quem esteve pela noite adentro a sacrificar-se por um desenlace de jeito!
Com o alívio subjacente ao facto de saber altamente improvável o produtor do de cujus estar a ler isto, devo aconselhar todos os leitores do presente post a manterem-se o mais afastados possíveis de salas que exibam este filme. Simplesmente, esqueçam-no.
terça-feira, 5 de junho de 2007
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3 comentários:
Este filme fez-me lembrar a "Dália Negra", no sentido em toda a acção se desenrola de uma forma muito lenta.
De facto, minha cara "blogger", o filme foi idealizado e realizado durante uma "Mega party" de promoção a anti-depressivos com a participação das maiores farmacêuticas. Daí aquela indolência toda! Acredito piamente que no final do filme apareça mesmo: "Credits to: Xanax, Valium, ..." e talvez um opiáceo ou outro.
De maneira que para se aproveitar verdadeiramente esta bela pelicula, o espectador deve de "entrar no mesmo comprimento de onda" do seu criador...
Arriscando a visualização da dita obra cinematográfica sem aditivos, o espectador irá muito provavelmente sair da sala com uma estranha sensação de "coitus interruptus"...
Pois olha carlão, este filme só foi mesmo aturável porque (tb) fui ctg!!!;)
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